domingo, 18 de maio de 2014

Pequenez.

Com o final da quinta rodada do Brasileirão, vemos o Verdão entre os 20 melhores do Brasil... como vice lanterna da série A, e um aproveitamento estupendo de 20% dos pontos disputados.

Mas desta vez não serei tolo o suficiente para escrever sobre escalações, tática ou escolhas técnicas de Celso Roth, e isso por um motivo muito simples: está cheio de "entendidos" nas redes sociais, e esse tipo de discussão raramente não extrapola os limites da educação e civilidade.

Como mero torcedor, tentarei fazer uma leitura um pouco diferente da atual situação Coxa, e em paralelo ao nosso passado recente, achar uma resposta. 

Iniciando essa análise, o que acredito ser a resposta é que nosso Verdão apequenou-se frente a grandes desafios com o passar do tempo, e se acostumou a essa condição.

Como justificativa, é só lembrarmos das duas finais da CdB, onde tínhamos equipes superiores aos nossos adversários finais. E ainda que fatores alheios ao jogo tenham influenciados nas derrotas, o fato é que quando se quer ganhar, o algo a mais pode superar as dificuldades momentâneas. Para nossa infelicidade, não foi o que aconteceu em nenhum dos casos, tornando-nos “bi-campeões morais”, nada além disso.

Em 2011, entramos na última rodada dependendo de uma vitória simples contra um CAP já rebaixado, tendo como único objetivo nos atrapalhar na caminhada em busca da vaga para a Libertadores. Resultado, perdemos de 1x0 o clássico e nossa classificação para o torneio internacional, jogando uma partida muito aquém do que aquela equipe apresentou durante o ano inteiro.

Apenas como lembrança, havíamos ganhado o atleTIBA final do Paranaense daquele ano dentro da mesma Baixada por 3x0, com extrema autonomia.

Além de tudo isso, os resultados comprovam que o Verdão tornou-se uma caricatura de adversário quando joga fora de seus domínios. Não é de graça que nos últimos anos não atingimos objetivos maiores que Sulamericana, isso quando não escapamos por pouco do rebaixamento.

Se pensarmos que nesse ano sequer estamos fazendo nosso dever dentro do Couto Pereira, não nos classificando para a final do Paranaense e ainda não vencendo nenhuma das duas partidas do Brasileirão, é de se esperar que teremos mais um ano bastante complicado, com risco real de rebaixamento caso resultados não comecem a aparecer logo.

Agora, não quero que pensem que isso é uma crítica ao trabalho de Celso no Coxa. Muito pelo contrário, desde sua chegada a equipe ganhou uma forma muito mais parecida a um time de futebol do que tínhamos até o final do Paranaense.

O que identifico é um problema muito além da tática ou da técnica, é algo que equiparado ao espiritual, aquele sentimento que nos faz ir além do status quo, e sair do lugar comum.

Se há tempo dentro desse campeonato para reagirmos, isso com certeza. Agora, se temos esse espírito de reação, é algo que já não tenho como precisar.

Somente com essa metanoia seremos capazes de subir de estágio, voltando a disputar os títulos que a torcida espera e merece.

SAV

Um comentário:

  1. Reforço o que disse, Ismael: já notou o rendimento do Coritiba contra times que ocupam lanterna, ZR ou estão em crise? É baixíssimo, e isso vem de 10 anos, não é de agora! E tome apequenamento!

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