quinta-feira, 10 de abril de 2014

Exemplos para o futuro.

Estamos chegando ao final da fase de grupos da Libertadores com uma constatação preocupante: esta foi a edição onde menos brasileiros passaram para as oitavas de final. Dos seis iniciantes, apenas a metade conseguiu seguir a diante.

Situação para reflexão, já que os clubes tupiniquins perderam suas vagas nesta fase do torneio para times de países com pouca expressão na competição. O time paranaense perdeu a vaga para o limitadíssimo The Strongest/Bolívia, que de forte pouca coisa tem. Já o Flamengo perdeu sua vaga para o poderosíssimo Bolivar. E mesmo o classificado, o Cruzeiro passou bons apuros em um grupo onde o Defensor/Uruguai ditou as regras.

Olhando apenas para CAP/Flamengo/Botafogo, podemos verificar um erro comum entre todos: a não preservação do elenco do final de 2013. Os cariocas ainda perderam menos jogadores, mas os que saíram eram vitais para a manutenção da competitividade do clube. Já o paranaense achou que conseguiria recriar uma equipe quase do zero em questão de dias. Deu no que deu.

Trazendo esse panorama para os dias atuais do Verdão, é certo que a torcida clama por títulos de maior representatividade, além de participações mais constantes e consistentes nos torneios continentais (Libertadores e Sulamericana). Mas é preciso que consigamos aprender com os erros dos outros para não cairmos nas mesmas armadilhas. 

Para torneios do porte da Libertadores, manutenção de elenco e comissão técnica é fundamental. O torneio começa já no início do ano, não há tempo para mudanças drásticas em jogadores e de planejamentos táticos. Outra situação crucial na Libertadores é que mando de campo é sagrado, ou seja, vitória em casa é fundamental. Por último, preparação antecipada ante adversários mais fracos mas com fatores extracampo favoráveis, como a altitude, são imprescindíveis. Resultados como do The Strongest basicamente se devem a fatores como a altitude, coisa que já deveríamos estar escolados faz tempo .

Nos primeiros dias de Coritiba, Roth vem falando em equilíbrio de elenco e do futebol apresentado. Sem dúvida é o passo inicial para sucesso nos campeonatos ainda a serem disputados, até porque não esqueçamos que a regularidade é o que dita uma campanha como no Brasileirão.

De tudo isso, o mais importante agora é passar pelo Cene na CdB e preparar-se bem para a estreia no nacional ante a Chapecoense, e para isso Roth terá elenco completo, o que já é um grande avanço. Se fatores extracampo não influenciarem o desempenho da equipe, ainda dá para resgatar um ano com seu início desastroso.

SAV

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