quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Copa Havelange 2014.

Diante do panorama de incertezas jurídicas que provavelmente teremos nos próximos dias, tudo indica que muita água passará por debaixo da ponte chamada "rebaixamento Brasileirão 2013". 

Se observarmos que Vasco, Fluminense, Portuguesa, além do próprio Flamengo que corre por fora, são os interessados à espera do julgamento a ser realizado amanhã no pleno do STJD, concluímos que alguns fatores que podem complicar o calendário do futebol brasileiro de 2014, quais sejam: a) possibilidade da mudança da decisão (moralmente incorreta) proferida contra a Portuguesa em primeira instância pelo STJD, através do julgamento que ocorrerá amanhã no pleno do mesmo STJD; b) possibilidade dos clubes derrotados na justiça desportiva recorrerem à justiça comum buscando salvação para seus casos.

Seja qual for o rumo que esta discussão tome, é da CBF sem dúvida a maior parcela de culpa sobre o que está acontecendo neste Brasileirão 2013. São tantos os erros, desde a formatação dos regulamentos até a gerência dos sistemas de auxílio aos clubes, que se torna praticamente impossível mensurar em qual estágio a Confederação atrapalhou (ou atrapalha) mais o futebol brasileiro.

Como resultado desta bagunça, o que resta aos clubes - que também são culpados por se manterem complacentes em muitos momentos com a atual estrutura falida de administração do futebol brasileiro -  é a justiça comum, ainda que em boa parte dos casos eles evitem este caminho por temerem retaliações tanto dentro como fora de campo.

Dentro deste panorama, não existe como privar dos que se considerarem "injustiçados" das decisões do nobre STJD a busca seus direitos na justiça comum, pois a quantidade de decisões contraditórias do tribunal desportivo e de brechas existentes nos regulamentos dos campeonatos disputados no Brasil são enormes. Além disso, existe um outro ponto que os advogados vislumbram quando saem do campo desportivo e vão para o judiciário: IMPARCIALIDADE.

Não são poucos os exemplos que comprovam que a imparcialidade passa longe dos corredores tanto da CBF quanto do STJD. Os próprios advogados que trabalham no dia-a-dia destas instituições declaram abertamente que acreditam mais na imparcialidade da justiça comum para resolverem as discussões de seus clientes, e que só não existem mais situações tomando o mesmo caminho por temor dos próprios clubes.

Deste show de horrores, não é absurdo esperar que o campeonato de 38 rodadas tenha várias outras complementares, agora no campo jurídico, e quem sabe não sai uma nova versão da Copa Havelange em 2014. Alguém duvida?

SAV

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