domingo, 29 de setembro de 2013

Costa Concordia.


Acredito que a grande maioria que nos acompanha neste blog deve conhecer a história do navio Costa Concordia, que naufragou na região da Toscana, Itália, em Janeiro de 2012, depois de bater em rochas sub-aquáticas. Na ocasião, vários fatores levaram ao naufrágio da embarcação e seu comandante, Francesco Schettino, foi um dos primeiros a abandonar a embarcação, quando deveria fazer exatamente o contrário.

Pois ontem a nau Alviverde sofreu uma grande avaria depois de ser dominado completamente pelo Náutico, atual lanterna do brasileirão, sucumbindo ante um emblemático 3 x 0 sem oferecer o menor perigo ao adversário. Confesso que assistir as últimas partidas do Coxa estão até me fazendo mal, a ponto de tamanho absurdo que foi a apresentação de ontem não me dar vontade sequer de protestar. Agora, a pergunta que fica: protestar contra quem? Contra quem já foi, contra quem assumiu a bronca, contra o time, contra o presidente? Quem?

Traçar um paralelo entre o atual momento do Coxa ao Costa Concordia não é difícil. A diferença entre as duas situações é que no acidente da Itália nada foi feito pelo comandante antecipadamente para que evitasse o desastre, enquanto no Verdão pelo menos alguma atitude, ainda que controversa, já foi tomada pelo comandante Vilson Ribeiro. E ainda que o cenário atual não mostre o contrário, o Coxa tem salvação, talvez não da forma que a torcida esperava, mas pelo menos para que o ano não termine de forma catastrófica.

Neste momento Vilson Ribeiro  tem sido cobrado por ser complacente com os que já estão fora do clube, mas contribuíram decisivamente pelo resultado atual. Talvez seu estilo de comandar o Verdão, delegando funções e evitando muitas mudanças para se ter uma sequência de trabalho tenham contribuído, ainda que de forma indireta, para esta para a situação atual. De toda forma, e o casco da nau precisa ser reparado urgentemente. 

É momento de todos no clube abrirem seus olhos, pois além do Coxa não estar ganhando, aos poucos a turma do rebaixamento está chegando mais próxima. É imprescindível que a mudanças na gestão do clube e a atitude dos jogadores sejam imediatas, no próximo jogo, pois deixar para resolver a questão do rebaixamento no final do campeonato é a mesma coisa que tentar comandar um navio com o casco avariado, onde não se tem muito que fazer além de salvar as mulheres e as crianças, esperando que o gigante afunde.


SAV


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