sábado, 1 de junho de 2013

A parceria Coritiba-Benfica: boa para quem?

Quem conhece um pouquinho a história do Benfica, sabe que estamos falando de um dos times mais expressivos do velho continente. Um time que nos anos 60 revelou um tal de Eusébio, que apesar dos mais novos não conhecerem, foi um dos maiores jogadores de todos os tempos. Com a ajuda dele, Portugal conseguiu os seus melhores resultados em copas do mundo, chegando a um honroso terceiro lugar em 1966.


Também é do Benfica um dos estádios mais modernos e bonitos da Europa, o Estádio da Luz. Com capacidade de 65.647 expectadores, é atualmente o vigésimo maior estádio europeu em termos de capacidade. Para completar, o atual vice-campeão da Copa da UEFA possui em seu elenco um jogador que já passou pelo Verdão, é o goleiro Artur, que jogou entre 2006 e 2007 no Alto da Glória. Pode ser que poucos lembrem, mas Keirrison também já teve passagem por lá, infelizmente sem deixar muitas lembranças nos torcedores "encarnados".

Agora falando da parceria firmada pelo Verdão e o Benfica, esta tem por objetivo a troca de experiências, tanto no plano administrativo quanto do futebol, além de eventuais  negociações de jogadores. E é aí que a coisa começa a ficar séria.

Já foi noticiado por vários veículos de comunicação o interesse do clube lusitano no lateral Abner, umas das novas jóias das categorias de base do Coxa. Aí eu pergunto: teria uma coisa vinculação com a outra? Imagine só um jogador com um futuro promissor vindo através de uma parceira ao invés de uma negociação normal! Isto é só o primeiro ponto a ser questionado desta parceria. 

Se for para haver a vinda de reforços, que sejam jogadores efetivos, e não para ficarem adquirindo experiência, sem  nada a acrescentar para a melhora e o crescimento do clube no cenário nacional.

Nestes negócios caracu já vi o Coxa entrar várias vezes, e o pior é que na maioria deles nunca com a cara. Espero realmente que esta parceria possa trazer bons resultados dentro e fora de campo para o Verdão, porque desde 1500 os portugueses nunca foram os parceiros ideais dos brasileiros. Entregar o tesouro em troca de espelho pode parecer bom no início, mas no final ficamos somente com as sobras, nunca com o principal.

SAV


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