segunda-feira, 10 de março de 2014

Bombas.

Sem sombra de dúvidas esse último final de semana foi um dos mais bombásticos da história atual do Coritiba. Foram tantos acontecimentos envolvendo assuntos intra e extra campo, que fica até difícil não ser repetitivo: bomba, bomba, bomba...

Podemos começar pela derrota de ontem do Verdão frente ao Londrina, algo que até pouco tempo atrás o time mais vitorioso do mundo não cogitaria em sua caminhada rumo ao título estadual. Agora, parece ser algo cada vez mais comum no cotidiano dessa equipe. 

Houveram desfalques, faltou pontaria, faltou troca de passes, faltou tudo. Até o bandeira resolveu colaborar no primeiro gol do Londrina, não marcando um impedimento que somente o juiz de linha do jogo do Flamengo x Vasco não veria (aquele que não viu a bola entrar quase um metro dentro do gol).

Como prêmio pela incompetência, o Coxa agora não terá pela frente um atleTIBA, enfrentando agora o Rio Branco na fase eliminatória. 

Mas antes disso temos Copa do Brasil no meio de semana contra o Cene, do MS. O que esperar? A única coisa que não queremos é uma nova explosão de incompetência em gramados fora do Paraná.

A segunda bomba do final de semana foram as disparadas pela polícia para conter o enfrentamento da torcida Coxa e do Londrina no Estádio do Café, ontem. Por sinal, esse era um confronto mais do que esperado, muito por conta das polêmicas criadas ano passado, quando o Verdão superou o Tubarão dentro de Londrina (polêmicas, aliás, desnecessárias).

Já expus minha sobre torcidas organizadas, seus benefícios e malefícios para a instituição Coritiba. Atualmente os dirigentes de TODAS as torcidas, independente de quais times estejamos falando, se mostram incompetentes em coagir a violência de bandidos infiltrados em suas estruturas. 

Sendo assim, dentro do que se entende como razoável para que o torcedor de verdade volte aos estádios, a manutenção das organizadas se torna cada vez mais difícil. No entanto, como todos os responsáveis pelo futebol e pela segurança pública são permissivos frente a violência promovida por esses grupos, segue o baile e tudo continua do jeito que está.

No entanto, nada foi mais bombástico e de dimensões incalculáveis, quanto a carta de repúdio ao presidente Vilson Ribeiro Andrade dos jogadores do Coritiba vinculada ontem a noite pelo parceiro Luiz Betenheuser em seu blog do Verdão no site da Globo. Acredito que todos já tenham lido, de todo o modo o link para ler a carta é esse

A julgar pelo teor extremamente pesado do conteúdo da carta, é de se duvidar de sua autenticidade. Em todos os anos de carreira profissional, NUNCA presenciei um posicionamento tão enfático, e até certo ponto depreciativo, de um grupo de funcionários perante o patrão, pois essa é a relação atual dos jogadores com o presidente.

No entanto, o que dá margem para que se possa acreditar que o conteúdo é realmente autêntico mais uma vez é o silêncio da diretoria do Verdão, que mantém-se silenciosa quanto ao assunto. Conforme relatado pelo próprio Luiz, foram tentados contatos anteriores com a diretoria alviverde para que pudesse expor seu posicionamento sobre o conteúdo da carta, mas até a noite de ontem, momento em que foi divulgado o teor do documento pelo blogueiro, ninguém responsável pelo Coritiba se pronunciou (algo costumeiro da atual gestão).

De tudo isso, tem os que irão apoiar a iniciativa de expor o documento à imprensa e o que serão contrários. De certo mesmo, o que fica é a insegurança de saber que podemos ter um iceberg muito maior embaixo d'água escondido, e que uma parte da torcida não suporta que seja exposto, assim como os próprios dirigentes. O termo "salários" atrasados e não direitos de imagem sem dúvida chamam a atenção de quem lê, pois até então o tom da maioria das reclamações eram relativas a DI, e não salários. 

Da minha parte o apoio é incondicional ao blogueiro, que faz um trabalho sério em relação ao Coritiba, porque para jogar confetes todo mundo está de prontidão, mas para tirar os esqueletos do armário, somente os corajosos se prontificam.

SAV

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