quarta-feira, 22 de maio de 2013

O futebol, quanto mais moderno, mais chato.

Ouvindo os antigos contarem o que era o futebol no passado, vejo que o esporte se modernizou, melhorou em alguns aspectos, mas por outro lado está ficando cada vez mais  chato. Penso como deveria ser bom o tempo em que as torcidas se misturavam no estádio, uns tiravam sarros dos outros sem o medo de serem agredidos por isso, e outras situações que o futebol mais antigo proporcionava. 

O caso de Escudero demonstra claramente o atual estágio não só do futebol, mas da sociedade como um todo. O jogador escreveu uma frase escrita em seu twitter fazendo referência aos rivais atleticanos, e por ela acabou sendo punido por um ano das competições nacionais em primeiro julgamento. Claro que esta decisão será contestada pelo clube, e provavelmente a pena ora imposta se reverterá em algo mais brando, talvez algumas partidas ou ações voluntárias.

Mas a verdade é que está chato torcer. Claro que a frase dita por Escudero não foi uma poesia, muito pelo contrário. Agora, justificar a punição por "incitar publicamente o ódio ou a violência" já é demais. É como se considerássemos que deixar uma bolsa aberta em público incita alguém a roubar! 

O ódio e a violência, já estão internalizadas nas pessoas, independente do que a outros façam. Cansamos de ver brigas entre torcidas e violência a todo tempo sem uma causa original. Se Escudero, eu, ou qualquer outra pessoa na rua estivéssemos calados andando com a camisa do Coritiba, poderíamos ser agredidos por rivais, mesmo não fazendo absolutamente nada. E vice-versa, porque marginais estão em todos os lugares. 

Esse tipo de punição é a famosa "que sirva de lição para os outros", mas que na verdade não ensina nada, não evita conflitos, não educa ninguém e não resolve problema algum, a não ser a da imagem do próprio tribunal, que precisa "prestar contas à sociedade" para que não achemos que estão ali sem fazer nada. Decisão desproporcional ao fato gerador, que deve ser atenuada em instâncias superiores, mas que demonstram que no Brasil justiça se faz de forma a atender interesses, e não de se promover realmente algo que seja útil à sociedade. 


SAV

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